Norris lidera treino livre em Monza; Bortoleto entra no top‑6
Quando Lando Norris, piloto da McLaren cruzou a linha de partida da terceira sessão livre do Grande Prêmio da Itália 2025Autodromo Nazionale Monza com um tempo de 1:19.331, ele acabou no topo do ranking, deixando o público impressionado. Logo atrás, a surpresa do fim de semana ficou por conta de Gabriel Bortoleto, piloto da Sauber, que garantiu o sexto lugar, superando o colega de equipe Nico Hülkenberg e marcando presença no top‑6. A diferença entre o líder e o sexto foi de apenas 0,227 segundos, demonstrando o nível de equilíbrio que a pista de Monza tem oferecido aos principais nomes da Fórmula 1.
Contexto e histórico da temporada
Esta temporada tem sido marcada por uma luta acirrada entre McLaren, Ferrari e Red Bull. O início da campanha viu Max Verstappen, da Red Bull Racing, dominar duas corridas, mas a consistência da McLaren, impulsionada por Norris e Oscar Piastri, tem deixado o campeonato mais aberto. Monza, conhecida como a "Templo da Velocidade", sempre favorece quem tem um plano de pneus afinado e um carro bem ajustado ao longo‑reta. Não é à toa que o terceiro treino livre (TL3) costuma ser um termômetro do que esperar na classificação.
Detalhes da sessão de treino livre (TL3)
A TL3 começou às 12h, horário local, com os pilotos experimentando os compostos duros e médios nas primeiras 20 minutos. Yuki Tsunoda, da AlphaTauri, registrou a volta mais rápida até o fim da primeira fase, mas logo perdeu espaço para Hamilton, que utilizava pneus médios.
Conforme a sessão avançava, os times migraram para os compostos macios, que prometiam maior aderência nas curvas de alta velocidade. Max Verstappen assumiu a liderança por alguns minutos, mas foi rapidamente ultrapassado por Norris, que encontrou a zona de frenagem ideal entre a Curva 1 e a Curva 2. A diferença entre o 1.º e o 2.º colocado – Charles Leclerc, da Ferrari – foi de apenas 0,021 segundos (1:19.352 contra 1:19.331).
Oscar Piastri, companheiro de equipe da McLaren, completou o pódio com 1:19.496, enquanto Verstappen ficou a 0,167 segundos do líder. George Russell, da Mercedes, assegurou o quinto posto, demonstrando que a equipe ainda tem ritmo para brigar no topo.
Estrategias de pneus e desempenho das equipes
Nos primeiros 15 minutos, a maioria dos times optou pelos pneus duros, buscando estabilidade. Quando a temperatura da pista subiu, os compostos macios ganharam adesão, principalmente nas curvas Larga e Parabolica. O ponto de virada aconteceu por volta dos 45 minutos, quando Norris e Piastri fizeram suas voltas decisivas com pneus macios de faixa vermelha.
É curioso notar que, embora a Ferrari tenha mantido um ritmo consistente, Leclerc só conseguiu subir ao segundo lugar ao trocar para um conjunto de pneus macios nas últimas duas voltas. Hamilton, que começou com compostos médios, acabou sendo ultrapassado por Leclerc e acabou em sétimo, 0,267 segundos atrás do líder.
A Sauber, que normalmente luta nas costas do pelotão, surpreendeu ao colocar Bortoleto no sexto lugar. O brasileiro aproveitou um pacote de pneus macios quase novo e se beneficiou de uma pequena brecha na saída da Curva 3, onde a pista ainda estava limpa.
Reações e declarações dos pilotos
"É sempre bom chegar a Monza e sentir a potência do carro. Hoje o carro da McLaren estava muito equilibrado, e eu consegui puxar o melhor tempo nos últimos minutos", afirmou Norris em entrevista pós‑treino.
Bortoleto, ainda um novato na categoria, declarou: "Estou muito feliz com o resultado. A Sauber nos deu um carro confiável e a estratégia dos pneus macios foi crucial. É um sinal de que podemos competir com os times maiores".
Leclerc, um pouco frustrado por não ter conseguido a pole ainda na sessão livre, comentou: "A margem é tão pequena aqui que cada milésimo conta. Vamos melhorar a configuração dos pneus macios para a qualificação".
Implicações para a classificação e corrida
Com a TL3 encerrada, as equipes têm agora um panorama claro de onde podem ganhar vantagem na qualificação, marcada para as 11h do mesmo dia. A McLaren entra como favorita, mas a Ferrari ainda tem a possibilidade de virar o jogo se conseguir otimizar o ponto de aderência nas curvas de alta velocidade.
O fato de que apenas 0,3 segundos separam o sexto do décimo colocado indica que a corrida de domingo será extremamente disputada, principalmente nas retas longas onde a redução de arrasto pode ser crucial.
Próximos passos e o que observar
Os olhos estarão voltados para a classificação, onde Verstappen conseguiu a pole com 1:18.792, mas ainda há espaço para que Norris pretenda reverter a situação. A equipe da Sauber, por sua vez, buscará maximizar a estratégia de pneus suaves para garantir um ponto extra no fim de semana.
Além disso, o retorno de Lewis Hamilton à Ferrari, ainda que temporário, adiciona um tempero extra – ele mostrou boa velocidade nos treinos médios, mas ainda precisa encontrar o ponto ideal de freio para ser competitivo.
Fatos principais
- Lando Norris liderou o TL3 com 1:19.331.
- Gabriel Bortoleto (Sauber) surpreendeu ao ficar em sexto, 0,227 s atrás.
- Charles Leclerc ficou a 0,021 s do líder, mostrando a competitividade entre McLaren e Ferrari.
- Max Verstappen garantiu a pole na classificação com 1:18.792.
- A diferença entre o primeiro e o décimo colocado foi de apenas 0,389 s.
Perguntas Frequentes
Como a performance de Norris pode influenciar a classificação?
Norris mostrou que o carro da McLaren tem ótima aderência nos últimos minutos da sessão, o que sugere que ele pode melhorar ainda mais seu tempo na classificação, especialmente se mantiver a estratégia de pneus macios nos trechos críticos da pista.
Por que o resultado de Bortoleto foi tão surpreendente?
A Sauber normalmente luta nas últimas posições; porém, Bortoleto soube explorar o pacote de pneus macios quase novo e encontrou uma zona limpa na Curva 3, reduzindo a diferença para o líder a menos de três décimos de segundo, algo raro para a equipe.
Qual a importância da escolha de compostos de pneus em Monza?
Monza tem longas retas que favorecem pneus macios pela maior aderência nas curvas rápidas. A transição para macios nos últimos minutos deu a Norris e Piastri a vantagem necessária para superar Verstappen e Hamilton, que ainda estavam em compostos mais duros.
O que os especialistas esperam da corrida de domingo?
Analistas apontam que a corrida será extremamente repleta de ultrapassagens, já que a diferença de tempos entre os dez primeiros é menor que 0,4 s. A estratégia de pit‑stop e a escolha de pneus no início serão decisivas para quem chegar ao pódio.
Como a classificação afeta o grid de largada no GP da Itália?
A posição na qualificação determina o ponto de partida no grid. Como Verstappen já garantiu a pole, a disputa agora se concentra entre Norris, Leclerc e Piastri para as primeiras fileiras, o que pode mudar totalmente a dinâmica da largada.
Rael Rojas
outubro 6, 2025 AT 00:28Ao observar a TL3 de Monza, percebe‑se que a velocidade transcende o asfalto e se funde com a própria essência da competição; a busca por milésimos revela o drama da condição humana, onde cada piloto encarna um arquétipo da modernidade. O fato de Norris ter liderado não é meramente estatístico, mas uma demonstração do eterno conflito entre o impulso e a razão. A presença de Bortoleto no top‑6 simboliza, ainda que inesperada, a ruptura do determinismo tradicional que tanto glorifica os gigantes da F1.
Barbara Sampaio
outubro 12, 2025 AT 02:00Para quem ainda não entende a importância dos compostos macios em Monza, vale lembrar que nas retas longas eles permitem maior aderência nas frenagens, reduzindo o tempo de desaceleração nas curvas rápidas como a Curva 1 e a Parabolica. A Sauber aproveitou exatamente esse ponto ao colocar Bortoleto em pneus quase novos, o que gerou a vantagem de 0,227 s sobre o sétimo colocado. Se os times mantiverem essa estratégia, a disputa na classificação será ainda mais acirrada.
Eduarda Ruiz Gordon
outubro 18, 2025 AT 03:33Que incrível ver um novato como Bortoleto brilhar no topo, isso dá esperança ao Brasil!
Caio Augusto
outubro 24, 2025 AT 05:05Os dados da TL3 indicam que a McLaren conseguiu otimizar a zona de frenagem entre a Curva 1 e a 2, resultando em um tempo de 1:19.331. Essa melhoria está diretamente correlacionada com o ajuste de ângulo de asa dianteira, que aumentou o downforce sem comprometer a velocidade nas retas. Recomendo que a equipe monitorize a temperatura dos pneus macios nas próximas sessões, pois isso pode preservar a performance até a classificação.
Erico Strond
outubro 30, 2025 AT 05:38Genteeeee!!! 😆 A Norris mandou ver, parece que ele tá jogando xadrez enquanto todo mundo tá de cara 😂!! E o Bortoleto? Só pode ser magia!! 🚀💥
Jéssica Soares
novembro 5, 2025 AT 07:10É ridículo que a mídia ainda se iluda com essa "surpresa" do Bortoleto; a Sauber simplesmente tirou o carro de um limbo e colocou um piloto mediano numa posição que jamais merece elogios. Enquanto isso, os verdadeiros campeões – Verstappen e Hamilton – continuam presos na mediocridade das estratégias de pneus. Se a gente continuar a dar atenção pra esse tipo de farsa, o esporte vai perder a credibilidade.
Nick Rotoli
novembro 11, 2025 AT 08:42Mano, ver o Norris voando ali em Monza é como assistir um meteoro rasgando o céu de madrugada – surpreendente e cheio de cores. E o Bortoleto, coitado, parece aquele artista de rua que de repente pinta um mural que todo mundo pira. Quem diria que a pista dos italianos ainda tem espaço pra quem tem talento de verdade?
Raquel Sousa
novembro 17, 2025 AT 10:15Essa história de "top‑6" é puro marketing barato.
Trevor K
novembro 23, 2025 AT 11:47Ótimo trabalho, pessoal! A escolha de pneus macios nos últimos minutos realmente fez a diferença; continuem monitorando a pressão e a temperatura para manter esse ritmo. Cada detalhe conta quando a diferença está em décimos de segundo.
Luis Fernando Magalhães Coutinho
novembro 29, 2025 AT 13:20É lamentável que, em um esporte que prega excelência, ainda vejamos equipes que se contentam com resultados medíocres e atletas que buscam atalhos ao invés de esforço genuíno. A integridade deve ser o alicerce de toda competição, não a busca por manchetes sensacionalistas.
Júlio Leão
dezembro 5, 2025 AT 14:52Fico imaginando o peso que Norris carrega ao ser o protagonista de Monza; cada volta é uma sombra que o persegue, e a glória parece sempre um lampejo fugaz. Enquanto isso, o carro da Sauber, quase como um fantasma, surge do nada para mais uma aparição inesperada. Essa dualidade me deixa nostálgico e ao mesmo tempo entediado com a mesmice das narrativas.
vania sufi
dezembro 11, 2025 AT 16:25Curti demais ver a disputa acirrada, isso deixa o GP ainda mais emocionante. Vai ser muito bom acompanhar a classificação depois desse treino.
Victor Vila Nova
dezembro 17, 2025 AT 17:57Considerando os tempos registrados, é evidente que a McLaren possui uma vantagem marginal, porém significativa, sobre a Ferrari. A diferença de apenas 0,021 s entre Norris e Leclerc demonstra que ajustes finos nos compostos de pneus podem inverter o resultado da classificação. Recomendo que a equipe Ferrari explore uma estratégia de camadas de temperatura mais agressiva para melhorar o grip nas curvas de alta velocidade.
Anne Karollynne Castro Monteiro
dezembro 23, 2025 AT 19:30Não sei vocês, mas acredito que toda essa "surpresa" do Bortoleto seja parte de um plano maior das federações para distrair a gente das verdadeiras manipulações nos bastidores. Enquanto a mídia foca na TL3, a realidade está sendo moldada por acordos silenciosos entre patrocinadores e equipes.
Pedro Washington Almeida Junior
dezembro 29, 2025 AT 21:02Talvez a gente esteja exagerando a importância desses milésimos; no final, a corrida ainda depende mais da estratégia de pit‑stop do que de quem liderou o treino livre.
Marko Mello
janeiro 4, 2026 AT 22:34Ao analisar detidamente os resultados da terceira sessão livre (TL3) no Autódromo Nacional de Monza, percebe‑se que o desempenho dos pilotados, sobretudo o da McLaren, revela uma convergência de fatores técnicos e estratégicos que transcendem a mera questão de velocidade bruta. Em primeiro lugar, a configuração aerodinâmica adotada pela equipe britânica demonstra uma otimização meticulosa do balanceamento entre downforce e arrasto, permitindo ao carro de Lando Norris explorar ao máximo as longas retas sem sacrificar a aderência nas curvas de alta velocidade. Em segundo lugar, a alocação cuidadosa dos compostos de pneus, com uma transição progressiva dos duros para os macios nas últimas dez minutos, evidenciou uma compreensão profunda das propriedades térmicas dos elásticos, assegurando que o período de pico de desempenho coincidisse com o momento decisivo da sessão. Além disso, a análise dos telemetria indica que a janela de temperatura ideal para os pneus macios foi mantida entre 95 °C e 102 °C, faixa que proporcionou ao piloto a máxima capacidade de tração nas frenagens intensas entre a Curva 1 e a Parabolica. Por outro lado, a Sauber, historicamente considerada uma equipe de apoio, surpreendeu ao colocar Gabriel Bortoleto dentro do top‑6, fato que pode ser atribuído, em parte, à estratégia de tentar um pacote quase novo de pneus macios, bem como a uma limpeza parcial da pista na zona da Curva 3, reduzindo a abrasão sobre os pneus. Não obstante, é fundamental observar que o desempenho da Ferrari, embora consistentemente bom, ainda carece de um refinamento nas suspensões dianteiras, que poderia melhorar ainda mais o tempo de resposta nas curvas subsequentes à reta principal. A equipe Mercedes, representada por George Russell, mostrou sinais de recuperação, mas ainda demonstra certa vacilação na escolha de compósito, alternando entre médios e macios sem um plano conclusivo. O ponto de convergência entre todos esses elementos ressalta a importância de uma abordagem holística que engloba aerodinâmica, escolha de pneus, gestão térmica e estratégia de pit‑stop. Em suma, a TL3 não apenas funcionou como um termômetro da competitividade atual, mas também como um indicativo dos possíveis desdobramentos na classificação e, consequentemente, na corrida final. Portanto, é plausível afirmar que a McLaren chega como favorita, mas com margem suficientemente estreita para que qualquer desvio estratégico possa alterar significativamente o panorama geral. A equipe Red Bull, embora tenha ficado atrás no topo, demonstrou uma consistência que pode ser decisiva nos treinos futuros. O ritmo de Lewis Hamilton, ainda que não tenha alcançado o topo, indica um potencial de recuperação que não deve ser subestimado. Adicionalmente, a influência do clima, com variações de temperatura ao longo do dia, pode alterar a aderência da pista e, por consequência, a escolha ideal de pneus. Finalmente, os fãs devem permanecer atentos aos desenvolvimentos nas áreas de estratégia, pois elas frequentemente determinam a diferença entre vitória e derrota em circuitos de alta velocidade como Monza. Em última análise, a competição em Monza será um teste definitivo da capacidade de adaptação de cada equipe perante as condições em constante mudança.
robson sampaio
janeiro 11, 2026 AT 00:07Se analisarmos a modulação da curva de pressão dos pneus em relação ao roll angle, notamos que o ajuste de camber da McLaren está dentro de um envelope de tolerância que maximiza o contact patch nas fases de aceleração. Contudo, a Sauber adotou uma estratégia de cross‑weight que, embora não convencional, aparente melhorar a distribuição de carga lateral, explicando o salto de Bortoleto ao top‑6. Essa abordagem híbrida, combinando elementos de telemetria em tempo real com algoritmos de machine‑learning para prever degradação, pode representar um salto tecnológico para equipes de médio porte.
Portal WazzStaff
janeiro 17, 2026 AT 01:39Entendo a empolgação de todos com o desempenho desta sessão; ao mesmo tempo, é importante lembrar que cada equipe está fazendo seu melhor dentro das limitações que possui. Vamos torcer para que todos tenham a chance de mostrar seu potencial na corrida.
Anne Princess
janeiro 23, 2026 AT 03:12Olha só, essa hype toda é um absurdo!!! A gente tem que ficar de olho nos verdadeiros talentos, não nesses lançamentos de marketing!!!
Maria Eduarda Broering Andrade
janeiro 28, 2026 AT 23:28A suposta "surpresa" do Bortoleto não passa de um artifício cuidadosamente orquestrado para desviar a atenção dos verdadeiros desequilíbrios estruturais que assolam a hierarquia da Fórmula 1.