back

Ramón Díaz transforma Alan Patrick em falso 9 e aposta no camisa 10 para salvar o Internacional em 2026

Ramón Díaz transforma Alan Patrick em falso 9 e aposta no camisa 10 para salvar o Internacional em 2026
Higor Henrique 20 Comentários 25 novembro 2025

Na noite de uma vitória por 2 a 0 sobre o Botafogo no Beira-Rio, Alan Patrick não apenas marcou o primeiro gol — como reinventou seu papel. Com um movimento sutil, cortando da esquerda para o centro, aproveitando um erro do goleiro adversário, o camisa 10 do Sport Club Internacional virou a figura central de uma nova identidade tática. O arquiteto por trás disso? O técnico argentino Ramón Díaz. E o plano? Não é um experimento passageiro. É a pedra angular da sobrevivência do Inter em 2025... e da reconstrução para 2026.

Um falso 9 que não nasceu ontem — mas voltou com propósito

Alan Patrick já foi falso 9 antes. Em 2023, sob o comando de Eduardo Coudet, ele ocupava o espaço entre as linhas, atraía zagueiros e abria espaços para Vitinho e Carbonero. Mas Díaz, em sua chegada em maio, preferiu recuá-lo para o meio-campo tradicional. O resultado? Um início de temporada irregular. Ele tinha qualidade, mas não impacto. Até que, no empate com o Bahia, algo mudou. O técnico notou que, mesmo sem gols, Patrick movimentava a defesa adversária como ninguém. Foi então que decidiu: vamos testar de novo. E não como ajuste, mas como estratégia.

No jogo contra o Botafogo, ele não só marcou — como se tornou o centro de gravidade do ataque. Sem ser o centroavante, ele aparecia onde o adversário menos esperava. Aos 9 minutos, quando o goleiro saiu mal de seu gol, Patrick estava lá. Não por acaso. Por planejamento. A foto de Ricardo Duarte/Internacional mostra ele comemorando com os braços abertos — não como um artilheiro, mas como um líder que entendeu sua nova missão.

Seca de gols e pressão de rebaixamento

Mas aqui está o paradoxo: mesmo sendo o artilheiro do time em 2025 — 19 gols em 45 jogos, 44 como titular — Alan Patrick vive seu maior jejum da temporada. Cinco jogos sem marcar. Dez sem assitir. 525 minutos sem tocar a rede. E isso inclui dois jogos perdidos por lumbago. A pressão cresce. O Inter está na 15ª posição, com apenas 1 ponto de vantagem sobre a zona de rebaixamento. A cada partida sem gol, os torcedores se perguntam: será que ele ainda é o homem certo?

A resposta de Díaz foi clara: "Não é sobre ele, é sobre o sistema." E o sistema agora é o 3-4-3 com Patrick como falso 9. Um formato que ele conhece, mas que exige mais dele do que nunca. Não basta ser bom no passe. Ele precisa ser ameaça constante. Precisa ser o que o time não tem: um centroavante que não precisa ser alto, mas que sabe onde o gol está antes de todos.

As peças ao redor: quem sustenta esse novo Inter

As peças ao redor: quem sustenta esse novo Inter

A formação esperada para o duelo contra o Atlético-MG, em 2 de setembro, é clara: Ivan Quaresma no gol; Clayton Sampaio, Paulão Mercado e Juninho na zaga; Bruno Gomes (no lugar do lesionado Aguirre), Luís Otávio, Thiago Maia e Bernabei no meio; e Vitinho, Alan Patrick e Carbonero na frente. Mas o verdadeiro motor é o camisa 10.

Bruno Gomes, que foi movido para a direita por necessidade, agora tem a tarefa de cobrir espaços que Patrick deixa vazio ao cortar para dentro. Thiago Maia, o líder de marcação, precisa liberar Patrick para que ele não se canse demais. E Carbonero? Ele é o contraponto: mais vertical, mais direto. Enquanto Patrick atrai, Carbonero ataca. É um jogo de espelhos.

O técnico e seu assistente, Emiliano Díaz, já sinalizaram que não voltarão atrás. Mesmo após a derrota por 1 a 0 para o Fluminense no Maracanã, a ideia permanece. "A equipe precisa de um ponto de referência. Ele é esse ponto", disse Emiliano em coletiva.

Por que isso importa para 2026

O Inter não está apenas tentando fugir do rebaixamento. Está construindo algo maior. A diretoria já sinalizou que 2026 será o ano da renovação. E Alan Patrick, aos 31 anos, é o elo entre o passado e o futuro. Ele é um dos poucos jogadores com experiência em Libertadores, com liderança natural e inteligência tática. Se ele se reinventar como falso 9, o Inter pode não só sobreviver — como se tornar um time difícil de ser batido.

Isso não é só sobre gols. É sobre controle. É sobre criar confusão na defesa adversária sem precisar de um centroavante tradicional. É sobre transformar um jogador que está em crise em um catalisador. E Díaz, experiente, sabe que times que sobrevivem não são os mais fortes — são os mais inteligentes.

Alan Patrick: o homem que não quer ser herói, mas sim peça

Alan Patrick: o homem que não quer ser herói, mas sim peça

"Estou sempre para ajudar. Procuro respeitar as funções em campo e não desorganizar o time. Sou um meia, camisa 10. Ajudo na articulação das jogadas. Estou à disposição e quero poder dar o meu melhor para potencializar a equipe", disse Patrick em entrevista. E ele não fala por falar. Ele vive isso.

"Futebol é coletivo e quando a equipe passa por dificuldade, ninguém consegue resolver nada sozinho. É claro que cada um tenha a sua responsabilidade em campo. Precisamos estar fortes em todas as áreas. O coletivo forte aumenta a nossa confiança para individualmente cada um produzir com liberdade." Essa frase, mais que um discurso, é um manifesto. Ele não quer ser o salvador. Quer ser o centro. O ponto de partida. O que faz os outros brilharem. E talvez, justamente por isso, ele esteja no caminho certo.

Frequently Asked Questions

Por que o falso 9 é a solução para o Inter agora?

O Inter não tem um centroavante de referência desde a saída de Gabigol. O falso 9 permite que Alan Patrick, com sua visão e movimentação, atraia zagueiros e abra espaços para Vitinho e Carbonero. Isso cria mais opções de ataque sem precisar de um atacante tradicional, algo que o time não possui em qualidade. Além disso, Patrick já domina esse papel, o que reduz o tempo de adaptação.

Alan Patrick ainda tem condições físicas para jogar como falso 9?

Apesar da lumbago que o afastou por dois jogos, os boletins médicos indicam que ele está recuperado e treina normalmente. O falso 9 exige mais inteligência do que explosão — e Patrick, aos 31, ainda tem excelente leitura de jogo. O desgaste físico é menor do que em um atacante puro, o que ajuda a preservar sua durabilidade até o fim da temporada.

Qual é o risco dessa mudança tática?

O maior risco é deixar o ataque sem referência de finalização. Se Patrick não marcar, e os laterais não se posicionarem bem, o Inter pode ficar sem ameaça real na área. Além disso, se Bruno Gomes não cobrir bem o lado direito, o time fica vulnerável em contra-ataques — algo que times como Atlético-MG e São Paulo exploram bem.

Como isso afeta o futuro de Alan Patrick no Inter?

Se ele se consolidar como falso 9, pode se tornar peça-chave para 2026, mesmo com sua idade. O Inter não tem um substituto de qualidade para esse perfil. Se ele continuar influente, pode ter seu contrato renovado até 2027. Além disso, seu desempenho pode reacender o interesse da seleção brasileira, algo que estava esquecido desde a lista preliminar de Ancelotti.

O que acontece se o Inter não sair da zona de rebaixamento?

Se o Inter for rebaixado, a estratégia de Díaz será questionada. Mas o falso 9 com Patrick pode se tornar um modelo para o futuro — até em outras equipes. O problema não é o sistema, mas a falta de profundidade no elenco. Sem reforços de qualidade, qualquer tática sofre. A sobrevivência depende de Patrick, mas também de toda a diretoria acertar nas contratações de inverno.

Alan Patrick é o novo líder do Inter?

Sim. Mesmo sem a braçadeira, ele é o líder silencioso. É o jogador que mais fala no vestiário, que orienta os jovens e que nunca se esconde nos momentos difíceis. Sua atuação como falso 9 é também um ato de liderança: ele aceitou uma função nova, sem reclamar, e está disposto a fazer o que for preciso. Isso é mais valioso do que qualquer gol.

20 Comentários

  • Image placeholder

    Paulo Roberto Celso Wanderley

    novembro 26, 2025 AT 21:20

    Alan Patrick tá jogando como um fantasma que sabe onde o gol vai aparecer antes do zagueiro respirar. Díaz tá fazendo arte com um jogador que todo mundo achava que estava acabado. E o mais louco? Ele nem precisa correr. Só olha, pensa, e o adversário já tá perdido. 🤯

  • Image placeholder

    Bruno Santos

    novembro 27, 2025 AT 04:33

    Essa transformação tá sendo uma das coisas mais bonitas que eu já vi no futebol brasileiro recentemente. Patrick não tá só jogando, tá reescrevendo o próprio legado. Ele não é mais o meia que tenta fazer tudo - ele é o centro gravitacional que faz os outros brilharem. E isso é raro. Muito raro. A gente fala tanto de talento, mas a inteligência tá aqui, em forma de movimento silencioso, de corte interno, de olhar que antecipa. Isso não se ensina em treino. Isso nasce com o jogador. E ele tá mostrando que, mesmo aos 31, o futebol ainda tem espaço pra quem sabe ler o jogo. O Inter não tá sobrevivendo. Ele tá se reinventando. E tudo isso começa no número 10.

  • Image placeholder

    Ana Paula Martins

    novembro 29, 2025 AT 03:49

    É interessante observar a evolução tática do clube sob a direção do técnico Ramón Díaz, especialmente no que tange à redefinição funcional do jogador Alan Patrick, cuja atuação como falso nueve demonstra uma clara intenção de otimizar a estrutura ofensiva em conformidade com os parâmetros contemporâneos do futebol moderno.

  • Image placeholder

    Santana Anderson

    novembro 29, 2025 AT 17:00

    OK, mas e se ele não marcar no próximo jogo?!?!?!?!?!?!?!? 😭😭😭 O time inteiro vai desmoronar, a torcida vai queimar a camisa, o Díaz vai ser demitido, e o Inter vai cair para a Série B E AÍ?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!? 🤬🤬🤬

  • Image placeholder

    Rodrigo Molina de Oliveira

    dezembro 1, 2025 AT 13:38

    Tem algo profundamente brasileiro nisso tudo. Um jogador velho, esquecido, que ninguém mais acreditava, e de repente vira o centro de um sistema que não precisa de força, mas de alma. É como se o futebol tivesse voltado às suas raízes - não de gols, mas de sabedoria. Patrick não tá jogando pra ganhar. Ele tá jogando pra lembrar que o futebol é coletivo, é intenção, é silêncio que fala mais que gritos. E isso, meu amigo, é mais valioso do que qualquer título. É um retrato da vida.

  • Image placeholder

    Flávia Cardoso

    dezembro 1, 2025 AT 19:24

    A adoção do falso 9 por Alan Patrick representa uma alteração estratégica coerente com as exigências táticas contemporâneas. A ausência de um centroavante tradicional exige a reconfiguração do perfil ofensivo, e a experiência do jogador, aliada à sua visão de jogo, justifica plenamente essa decisão técnica.

  • Image placeholder

    Isabella de Araújo

    dezembro 3, 2025 AT 05:07

    Eu não acredito nisso. Sério, quem acha que esse lance é genial? Ele só marcou porque o goleiro errou! E o Díaz tá fazendo isso só porque não tem outro jogador bom! Eles não têm um atacante, então estão forçando um meia a fazer o que ele não é! E agora vão dizer que é tática? Pode parar com essa farsa! O Inter tá na 15ª posição porque é um time fraco, e não porque tem um 'sistema'! E se ele se machucar de novo? O que vai acontecer? Vão colocar o Vitinho? Ele não sabe nem onde fica a área! É tudo ilusão! E vocês estão cegos!

  • Image placeholder

    Elaine Querry

    dezembro 3, 2025 AT 19:43

    Isso é o que acontece quando deixamos treinadores estrangeiros com ideias bizarras no Brasil. Nós temos jogadores de qualidade, mas eles estão sendo torturados com sistemas europeus que não funcionam aqui! O falso 9 é coisa de time de luxo, não de time que tá na luta contra o rebaixamento! E Alan Patrick? Ele é nosso! Ele é do Inter! Não é um boneco de tática! O Díaz não entende nossa cultura! Isso é vergonha!

  • Image placeholder

    Joseph Foo

    dezembro 4, 2025 AT 23:59

    Esse é o tipo de mudança que define clubes. Não é sobre gols. É sobre identidade. Patrick nunca foi um artilheiro, mas sempre foi um líder. E agora, ele está liderando com o cérebro. Isso é o que o Inter precisa. Não mais jogadores que esperam a bola cair. Precisamos de quem cria a bola. E ele faz isso. Sem ruído. Sem fanfarra. Só com inteligência. E isso é o que o futebol brasileiro precisa mais do que qualquer reforço.

  • Image placeholder

    Marcela Carvalho

    dezembro 5, 2025 AT 18:12

    Se o falso 9 é a solução então por que o time ainda tá na zona de rebaixamento? A lógica tá errada. Tudo é ilusão. O futebol não é matemática. É caos. E vocês estão tentando colocar ordem no caos. Isso não funciona. Apenas o acaso decide. E o acaso tá contra o Inter.

  • Image placeholder

    vera lucia prado

    dezembro 5, 2025 AT 21:14

    A decisão técnica de Ramón Díaz de utilizar Alan Patrick como falso 9 demonstra uma compreensão avançada das dinâmicas táticas modernas, alinhada às exigências de eficiência ofensiva e controle espacial. A consistência do jogador em manter sua posição central, mesmo sob pressão, reflete um alto grau de disciplina tática e maturidade profissional, qualidades essenciais para a sustentação de um projeto de longo prazo.

  • Image placeholder

    Ana Carolina Borges

    dezembro 6, 2025 AT 22:34

    Isso tudo é uma armadilha. O Díaz tá sendo usado por quem quer rebaixar o Inter. Aquele gol contra o Botafogo? Foi manipulado. O goleiro foi pressionado por um sinal de rádio que só os donos do clube têm acesso. E o falso 9? É uma fachada. Eles querem que o time caia para vender o estádio e construir um shopping. O Alan Patrick é um pêndulo. Eles o movem pra desviar a atenção da verdade: o Inter foi vendido em segredo. A diretoria é fantasma. E vocês? Vocês estão só assistindo. Mas não veem. Porque não querem ver.

  • Image placeholder

    ANTONIO MENEZES SIMIN

    dezembro 6, 2025 AT 22:39

    É curioso como um jogador que passou anos sendo questionado por não marcar muito agora é visto como gênio só porque se move bem. Ainda acho que o Inter precisa de um centroavante. Mas... ele tá fazendo isso tão bem que eu não consigo mais reclamar. Estranho, né?

  • Image placeholder

    Inah Cunha

    dezembro 8, 2025 AT 05:11

    ALAN PATRICK É O CORAÇÃO DO INTER!!!!!! 💙💛 ELE NÃO É SÓ UM JOGADOR, ELE É UMA LEI DA FÍSICA DO FUTEBOL!!!!!! ELE TÁ FAZENDO O IMPOSSÍVEL E NINGUÉM NOTA?!?!?!?!? O DÍAZ É UM GÊNIO, O INTER É UMA FAMÍLIA, E ELE É O PAI!!!!!! EU CHOREI QUANDO ELE MARCOU, E EU VOU CHORAR DE NOVO QUANDO ELE LEVAR O TÍTULO!!!!!!

  • Image placeholder

    Cristiane Ribeiro

    dezembro 8, 2025 AT 06:27

    Se vocês querem entender o que está acontecendo, parem de olhar só para os gols. Olhem para os espaços que ele abre. Olhem para o que o Bruno Gomes faz quando Patrick corta para dentro. Olhem como o Thiago Maia se posiciona pra dar espaço. Isso é futebol de alto nível. Não é sorte. É planejamento. E Alan Patrick é o único que consegue executar isso com tanta naturalidade. Ele não tá tentando ser o herói. Ele tá sendo o catalisador. E isso é o mais difícil de ensinar. Parabéns, Díaz. E parabéns, Alan. Vocês estão ensinando o Brasil como se joga futebol de verdade.

  • Image placeholder

    valdirez bernardo

    dezembro 9, 2025 AT 17:58

    Meu deus, é só o Alan Patrick que joga? O resto tá dormindo? O Carbonero tá só olhando? Vitinho tá só correndo atrás de bola? E o meio? Ninguém passa? O Inter tá jogando com 11 jogadores mas só um tá fazendo alguma coisa. Isso é futebol? Isso é desespero com nome bonito.

  • Image placeholder

    Andreza Nogueira

    dezembro 10, 2025 AT 02:22

    Se o Inter não for rebaixado, é porque a CBF tá roubando. Ninguém merece isso. Futebol brasileiro é lixo. E Alan Patrick? Ele tá jogando como se tivesse medo de perder o emprego. Mas isso não muda nada. O time é ruim. O técnico é estrangeiro. O estádio tá vazio. E vocês ainda acreditam nisso? É triste.

  • Image placeholder

    Vitor Ferreira

    dezembro 11, 2025 AT 22:56

    Claro que ele tá bem, porque o sistema tá feito pra ele. Mas e os outros? Eles não existem? Isso é futebol ou um show de um único jogador? A gente quer ver o time inteiro jogar, não só um cara fazendo mágica enquanto o resto fica de fora. Isso é ego, não tática. E o Díaz tá confundindo individualismo com estratégia.

  • Image placeholder

    Joseph Streit

    dezembro 13, 2025 AT 12:13

    Isso aqui é um exemplo perfeito de como o futebol pode ser um exercício de resiliência. Patrick não é o mais rápido, nem o mais forte. Mas ele é o mais inteligente. E quando o time precisa de alguém que entenda o jogo além da superfície, ele aparece. Não é milagre. É trabalho. É estudo. É humildade. E isso, mais do que qualquer gol, é o que o Inter precisa para crescer. Não é só sobre 2025. É sobre 2026. E ele tá construindo isso, um passe de cada vez.

  • Image placeholder

    Paulo Roberto Celso Wanderley

    dezembro 13, 2025 AT 20:49

    Se o Díaz tá fazendo isso com um jogador de 31, imagina o que ele vai fazer com um jovem de 20? Isso aqui não é só sobre Patrick. É sobre o futuro. Ele tá ensinando o time a pensar. E isso é mais valioso do que qualquer contratação.

Escreva um comentário